Luba sem titubear

 

O livro reúne uma série de poemas escritos pelo jovem Luis Antonio Ferreira Rosmaninho, conhecido carinhosamente por Luba. 

Os textos foram coletados por seus pais num ato de homenagem ao filho, falecido um ano antes da publicação do livro.

Assim como O Perfume de Eliana, a receita das vendas de "Luba sem titubear" são destinadas à manutenção da Casulo.

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Depoimento Fernando Rosmaninho, pai de Luba

Luis Antonio Ferreira Rosmaninho, o Luba, era um jovem feliz e saudável, nos seus 16 anos de idade. Estudante de ótimo desempenho escolar, cursava o 2º ano do ensino médio. Dedicava-se, com prazer, também ao handebol, futebol, música e poesia. Subitamente, sofreu um episódio de diplopia (dupla visão) durante um jogo de handebol. Passou, também, a ter fortes dores de cabeça e sonolência, perdendo o vigor e a alegria marcante.

Passou por oito consultas com diversos especialistas, até que uma ressonância magnética do crânio, com resultados normais, trouxe a conclusão de que se tratava de enxaqueca. Infelizmente, não era o diagnóstico. Em 31 de agosto de 2001, durante um treino de handebol, Luba caiu na quadra, sofrendo convulsões. Internado no Hospital Albert Einstein, veio a verdade: dissecção interna de uma artéria envolvida na irrigação do cérebro. Era essa a origem das diplopias, dores de cabeça, dormências e auras visuais. Luba ficou em coma por 14 dias e, quando estava melhorando, foi vitimado, fatalmente, por uma infecção generalizada.

Uma imensa dor se abateu sobre nós: bem dizem que é a maior que se pode experimentar. A cada dia, procuramos viver nossas vidas com dignidade e raça. Temos tentado compartilhar nossa dor e nossas reflexões sobre a vida e a morte com quem convivia e amava o Luba. Sabíamos que ele escrevia poesias, mas nos surpreendemos com seus cerca de 90 poemas e ilustrações. Com a ajuda de seus amigos, pudemos editar o livro "Luba sem titubear". O lançamento foi na sua escola, a Escola da Vila. Foi a melhor forma de cada amigo seu ter um retrato do jovem que amou muito a sua breve vida.

Meu lado racional procurava explicar e entender tudo. Restava pouco espaço para a espiritualidade. Essa é minha nova tarefa: praticar a vida, tentando conectar-me cada vez mais ao próximo; desenvolver a crença de que temos, todos, algo de divino, apesar das imperfeições. Meu filho me ensinou a nadar melhor. É com ele que estou aprendendo a viver melhor, a ser uma pessoa melhor para mim mesmo e para os outros.

[Depoimento concedido à revista Mundo e Missão]